Ribeirão Pires - Cidade está em estade de alerta segundo Defesa Civil Estadual
Por Egle Munhoz   
30 de janeiro de 2010

As cidades de Ribeirão Pires está em estado de alerta para possíveis deslizamentos e alagamentos devido às fortes chuvas que atingem a região desde dezembro. O município faz parte de uma lista divulgada nesta sexta-feira pela Defesa Civil Estadual que conta com outras cidades paulistas: Mauá, cidade também do ABC, São Sebastião e Ubatuba, no litoral, e Guaratinguetá, São Luiz do Paraitinga e Cunha, no Vale do Paraíba.

Segundo reportagem do DGABC, os temporais registrados desde o início da "Operação Verão", em 1º de dezembro, obrigaram 592 pessoas a deixaram suas casas no Grande ABC. Os deslizamentos de terra também causaram sete mortes, cinco delas entre os dias 20 e 21 deste mês. As vítimas foram uma menina de 12 anos, em São Bernardo; uma mulher de 33 anos, em Mauá; um homem de 47 anos, em Santo André e uma mulher de 36 anos e suas duas filhas, de 14 e 9 anos, em Ribeirão Pires (foto). O outro óbito foi de um adolescente de 12 anos, que morreu soterrado no dia 3 de dezembro, no Jardim Hélida, em Mauá.

O relatório divulgado hoje pela Defesa Civil mostra, ainda, que Santo André segue em estado de emergência desde o dia 21 de dezembro. De acordo com a prefeitura, o decreto tem a finalidade de agilizar o tratamento de áreas em risco, como Jardim Santo André e Jardim Irene.

Também encontram-se nesta situação as cidades de Álvares Machado, Atibaia, Bofete, Bom Jesus dos Perdões, Caieiras, Caiuá, Capivari, Chavantes, Cotia, Ferraz de Vanconcelos, Franco da Rocha, Getulina, Guararema, Inúbia Paulista, Itapevi, Lucélia, Lourdes, Manduri, Mineiros do Tietê, Mirassol, Osasco, Oscar Bressane, Pardinho, Pracinha, Presidente Venceslau, São José do Rio Preto, São Lourenço da Serra, Santa Barbara D''Oeste, Santo Antônio do Pinhal e Sumaré.

Mais prejudicados, os municípios de Cunha e São Luiz do Paraitinga estão em estado de calamidade pública.

Recorde de chuvas — Ontem, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) informou que este mês é o janeiro mais chuvoso em São Paulo desde janeiro de 1947. As medições começaram a ser feitas em 1943.

E a previsão é de mais chuvas para os próximos dois dias, de acordo com o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos). A precipitação é atribuída pelo órgão ao calor e à elevada umidade relativa do ar.

Fonte DGABC