De todas as histórias que temos à respeito do surgimento de Ribeirão Pires, esta parece ser a que mais se aproxima da verdade.
"A história de Ribeirão Pires remonta ao século XVII. Antes disso, o local era usado apenas como passagem para quem ia da Vila Mogi para São Paulo ou Santos.
Nessa época Ribeirão Pires fazia parte do município de Santo André da Borda do Campo e chamava-se Caguaçu, que significa "mata grande" ou "mata virgem" em Tupi Guarani.
No século XVII Ribeirão Pires começou seu povoamento atraindo muitas famílias que se fixaram nas proximidades da Igreja de Nossa Senhora do Pilar construída, segundo registros, no ano de 1719. A área era tida como passagem entre São Bernardo do Campo e Mogi das Cruzes.
No século XIX, com a construção da estrada de ferro São Paulo Railway para levar a produção de café ao porto de Santos, surge um novo povoado às margens da ferrovia e começa o desenvolvimento de olarias e madeireiras por conta do solo argiloso e da abundância de madeira de lei para a construção de dormentes.
Com a edificação da estrada ferroviária em 1885, o povoado, que já recebe o nome de Ribeirão Pires por estar próximo a um ribeirão que corta uma fazenda da família Pires, começa a se desenvolver rapidamente. Com a vinda da colônia italiana, em 1887, a ocupação das margens da estrada de ferro superou a ocupação em torno da Igreja do Pilar. Em 1893, demarca-se o loteamento da área central.
A primeira construção da Igreja de São José é datada de 1895. Nessa época, a vila inicia atividades urbanas, com comércio e pequenas indústrias. Alguns anos depois, foi construída a nova estação ferroviária (que é a mesma até hoje), que passou por algumas modificações mas mantém as características originais da época.
Em 22 de junho de 1896, criou-se o distrito de Ribeirão Pires em São Bernardo que, mais tarde, em 30 de novembro de 1938, foi transferido para o município de Santo André. Em 30 de dezembro de 1953, Ribeirão Pires se emancipou, tornando-se, então, município autônomo.
Em 1925, com a formação da Represa Billings, 6,5% de seu território foi inundado pelo lago criado para geração de energia elétrica, mas que a partir de 1974 transformou-se em reservatório prioritário para abastecimento humano. Com o desenvolvimento industrial do país e da região, entre duas grandes guerras, Ribeirão Pires recebe mais empresas e novos imigrantes vindos, principalmente, da Europa e do Japão.
Na década de 40, ocorre uma nova fase de expansão com a implantação de chácaras de veranistas oriundos do litoral em busca de lazer.
Ribeirão Pires inicia seu processo de emancipação de Santo André, em 1953 e o conclui em 19 de março de 1954, quando possuía cerca de 15 mil habitantes. Segue-se uma onda especulativa que resulta na rápida expansão da mancha urbana. Em 1963, com a construção da Rodovia Índio Tibiriçá, a cidade ganha um novo corredor de transportes, que facilita a ligação com São Paulo, Baixada Santista e Vale do Paraíba. Abre-se uma nova área de expansão urbana.
Na década de 70, Ribeirão conhece um desenvolvimento industrial ligado, em especial, ao setor de autopeças.
Os efeitos do crescimento regional, nos anos 50 e 60, foram sentidos apenas posteriormente com a explosão demográfica da Grande São Paulo, entre as décadas de 70 e 80. Trabalhadores das indústrias da região passam a ocupar loteamentos precários e sem infra-estrutura.
A expansão começa a atingir as regiões da área de manancial, o que levou o Governo do Estado a aprovar a Lei de Proteção aos Mananciais, mudando drasticamente o uso e ocupação do solo do município, tornando o seu território totalmente protegido.
Neste ano a cidade contava com mais de 40 mil habitantes e já enfrentava problemas com o crescimento urbano desordenado e a falta de infra-estrutura."
Aniversário da Cidade: 19 de março
Santo Padroeiro: São José
Outras Datas Comemorativas e Feriados Municipais:
20 de novembro = Dia da Consciência Negra
1º de Maio (incluindo sábados e domingos anteriores e próximos a esta data) = Festa de Nossa Senhora do Pilar
Prefeito atual: Profº Clóvis Volpi (eleito em 2004 e reeleito em 2008)
Vice-prefeito: Ednaldo de Menezes (Dedé da Folha)
Presidente da Câmara Municipal: Edson Savietto
Vereadores eleitos e empossados - Gestão 2009 a 2012:
Arnaldo Pereira de Souza (Arnaldo Sapateiro)
Diva de Souza Bartolo (Diva do Posto)
Edson Savietto (Banha)
Gerson Constantino (Gerson)
Antonio Yosiaki Muraki (Muraki)
Koiti Takaki (Koiti da Marutaka)
João da Silva Lessa (João Lessa)
Jorge Luis de Moraes (Jorginho da Auto Escola)
José Nelson de Barros (Zé Nelson)
José Vicente de Abreu (Vicentinho)
Saulo Benevides (Saulo)
Prefeitos anteriores:
Adaquir Prisco = Gestão 1963 a 1966
Antonio Simões = Gestão 1969 a 1972
Arthur Gonçalves de Souza Junior = Gestão 1954 a 1957 (Primeiro Prefeito empossado)
Clóvis Volpi = Gestão de 2005 a 2008 e reeleito para Gestão 2009 a 2012
Francisco Arnoni = Gestão 1958 a 1962
Luiz Carlos Grecco = Gestões 1977 a 1982 e 1989 a 1992
Maria Inês Soares Freire = Gestões 1997 a 2000 e 2001 a 2004 (Primeira e única mulher eleita no município)
Santinho Carnavale = Gestão 1967 a 1969
Valdírio Prisco = Gestões 1973 a 1976, 1983 a 1988 e 1993 a 1996
Veja algumas fotos de nossa cidade.
Localização: Região do grande ABC, divisa com as cidades de Mauá e Rio Grande da Serra
Formas de acesso à cidade:
Pela Via Anchieta, vindo de São Paulo, sentido descida para Santos, sair no Riacho Grande logo após o "Ilha de Capri", entrar na Caminho do Mar à esquerda dessa saída e após alguns kilômetros, entrar à esquerda novamente e seguir pela Rodovia Índio Tibiriçá, onde existem cinco acessos principais para entrar na cidade.
O primeiro acesso pelo antigo "Restaurante Figueiras", à esquerda da rodovia, com acesso para o Centro Alto e Hospital Ribeirão Pires; o segundo na saída da "Churrascaria Grill 2046", à esquerda também, com acesso ao lado de cima do centro da cidade e Igreja Matriz de São José; a terceira saída pela "Crisflex", novamente à esquerda, com acesso pela Kaethe Richers ao centro comercial da cidade e Estação Ferroviária; a quarta saída pela ponte do Roncon, na "Fitinox", única saída à direita da rodovia, com acesso ao cemitério municipal e por fim antes da entrada de Ouro Fino Paulista, mais uma vez à esquerda da pista, um último acesso para os bairros de Santa Luzia e Quarta Divisão, onde está o "Centro Hípico Amarelinho" e a "Santa Edwiges".
Pela Avenida dos Estados, vindo de São Paulo, seguir direto cortando São Caetano do Sul, Santo André e Mauá, onde termina a Av. dos Estados e aí então cortar a cidade de Mauá, pela parte da baixo, que faz divisa com Ribeirão Pires.
Ainda pela Avenida dos Estados, vindo de São Paulo, entrar pelo viaduto de Santo André, após a fábrica da Rhodia e ir cortando por dentro de Santo André e em seguida pela parte de cima de Mauá.
Para quem vem de Suzano, Mogi e região, assim como Bertioga e todo Litoral Norte, o primeiro acesso será à direita, logo após o centro de Ouro Fino Paulista e assim sucessivamente, seguindo as orientações acima, apenas considerando a ordem inversa das saídas e sendo todas elas pelo lado direito da rodovia Índio Tibiriçá.
HINO OFICIAL DE RIBEIRÃO PIRES
Autoria: Profº Américo Del Corto
Ribeirão Pires cidade serrana
acolhedora, saudável, humana
neste Brasil pequenina fração
mas muito grande no meu coração
Quando a névoa e o frio garoar
ou então com o sol a brilhar
Ribeirão Pires cidade humana
o teu povo de ti se ufana
Berço de bravos imigrantes
e de suas pátrias distantes
um dia partiram a buscar
nova vida no além-mar
Teu nome é Ribeirão Pires
homenagem à família Pires
pioneiros nesta região
às margens do Ribeirão
Ouça o Hino
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